Estimulação Cerebral Profunda na Neurologia – Saiba Mais

A Estimulação Cerebral Profunda é um procedimento cirúrgico em que se implanta um pequeno eletrodo no cérebro, para estimular regiões específicas.
Também conhecido como cirurgia para implante de marcapasso cerebral, Neuromodulação ou DBS (Deep Brain Stimulation, em inglês), este procedimento tem proporcionado melhora em muitas doenças neurológicas e algumas doenças psiquiátricas. Neste artigo, saiba mais sobre o procedimento e suas indicações.

A Estimulação Cerebral Profunda
Esta modalidade terapêutica passou a ser desenvolvida a partir dos anos 80 e consiste na aplicação de correntes elétricas de baixa intensidade: entre 0 a 10 volts e alta frequência: entre 65 a 250 hz, de forma contínua ou por ciclos intermitentes, nas estruturas nervosas interiores do encéfalo, de forma seletiva.
Esta estimulação permite interferir com o funcionamento dessas estruturas profundas (núcleos ou feixes nervosos, com papel chave em diversas funções cerebrais) e aliviar sintomas de várias doenças do Sistema Nervoso Central (SNC). Por este motivo, também damos a este procedimento o nome de Neuromodulação.

Como é Realizada a Estimulação Cerebral Profunda
No procedimento de Estimulação Cerebral Profunda, são implantados eletrodos muito finos em diferentes áreas cerebrais, selecionadas de acordo com o problema a ser tratado. Estes eletrodos são conectados a geradores colocados abaixo da pele, na região torácica.
Os geradores são semelhantes a marca-passos, regulados conforme as necessidades de cada paciente, para fornecer sinais elétricos aos eletrodos, de forma a aliviar ou mesmo eliminar os sintomas.
A implantação dos eletrodos é realizada por meio de pequenos orifícios no crânio, geralmente bilaterais, calculados com modernos recursos de imagem por Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética (Neuronavegação).
A cirurgia para implantação dos eletrodos exige, assim, uma equipe multidisciplinar que inclui profissionais da neurocirurgia, neurologia, neurofisiologia, neuroimagiologia e anestesia, além de pessoal técnico e de enfermagem especializado.
O acompanhamento pós-cirúrgico destes pacientes envolve, ainda, conforme o caso, profissionais da eletroencefalografia, psiquiatria e neuropsicologia.

Estimulação Cerebral Profunda – Indicações
As primeiras e mais conhecidas indicações da Estimulação Cerebral Profunda foram os Distúrbios do Movimento, como:
• A doença de Parkinson, para tratar os tremores que não sejam adequadamente controlados com as medicações; retornos frequentes de sintomas devido a flutuações “on-off”, como rigidez, lentidão dos movimentos e dificuldade para andar; movimentos involuntários causados pelas medicações (discinesias) e Intolerância às medicações, com fortes efeitos colaterais;
• Distonias graves, que falharam com outras abordagens terapêuticas, medicações orais, técnicas de fisioterapia, aplicação de toxina botulínica e outros procedimentos não cirúrgicos;
• Tremores severos e persistentes, que também não responderam de forma significativa ao tratamento com medicações orais, ou nos casos em que os pacientes relataram efeitos colaterais que impossibilitam a continuidade do tratamento medicamentoso.
A técnica vem, ainda, sendo estudada e apresentando resultados promissores na terapêutica da Dor Crônica, em certas formas de Epilepsia e em alguns transtornos psiquiátricos farmacorresistentes, como: Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), tiques (Síndrome de Tourrete) e Depressão Maior. Também estão em curso estudos referentes à sua utilização em algumas demências, ataxias, transtornos alimentares e toxicodependência. Esta terapia pode, ainda, oferecer benefícios na recuperação de pessoas que sofreram AVC, ajudando no alívio da dor crônica e a diminuir possíveis sequelas.

Estimulação Cerebral Profunda – Devo Realizar?
Cada paciente que possui uma doença com possível tratamento por meio de neuromodulação deve ser submetido a uma criteriosa avaliação neurológica, para verificar a indicação da Estimulação Cerebral Profunda para o caso.
Os pacientes com Doença de Parkinson com mais de 05 anos de doença, os pacientes com distonia generalizada e os pacientes com tremor essencial grave são os indivíduos que mais se beneficiam do procedimento. É importante ressaltar que a cirurgia não cura essas doenças. No entanto, os pacientes têm uma taxa de melhora clínica de cerca de 60-80%. Essa melhora clínica oferece maior independência, funcionalidade e dignidade para a vida diária.
A cirurgia é um procedimento seguro com baixas taxas de complicações. Pode ser realizada em todas as faixas etárias, inclusive em idosos e adolescentes. Para indivíduos com idade menor que 18 anos é necessário o consentimento dos pais.
O neurologista também pode achar necessário a realização de avaliações de outros profissionais médicos, para uma decisão multidisciplinar sobre o caso.

Busque ajuda
Se você quiser ajuda para encontrar um neurologista especializado na sua região, preencha o nosso formulário para entrarmos em contato com você: http://parkinsoneeu.com/recupere-sua-vida/. E continue aprendendo mais sobre o Parkinson aqui no nosso blog, na nossa página do Facebook e no nosso canal do YouTube.

*As opiniões expressadas pelos médicos, pesquisadores e especialistas não representam, necessariamente, as opiniões do Parkinson e Eu e da Medtronic. Trate com o seu médico a sua informação para diagnóstico e tratamento. Apenas o seu médico pode determinar qual terapia é ideal para você. A Medtronic mantém um cadastro geral de profissionais de diversas especialidades, e o recebimento desses dados não configura indicação, devendo sempre o paciente consultar a rede referenciada do plano de saúde, hospital de preferência ou realizar pesquisa pessoal de qualificação e adequação.
**Dados e Fontes de responsabilidade do profissional de saúde.
***Contraindicações e Riscos: Pacientes que não se enquadram nos critérios de seleção para a terapia, portadores de demência e pacientes com problemas de saúde graves instáveis. Como em qualquer cirurgia, há riscos que incluem complicações associadas à infecção, hemorragia e convulsões. Uma vez implantado, o sistema pode infectar ou causar desconforto na pele. Também podem ocorrer problemas mecânicos ou elétricos que tanto podem exigir uma cirurgia adicional, como podem significar que os sintomas não são bem controlados. Uma avaliação minuciosa de pessoal, profissional e questões sociais de cada indivíduo são fundamentais para alcançar um resultado satisfatório após o procedimento de Estimulação Cerebral Profunda.

Apoio:
Dr. Diego de Castro – Neurologista
CRM-ES: 11.111

Alimentação no Tratamento da Doença de Parkinson – Sugestão de Consumo

Embora não exista prescrição médica para uma dieta específica na Doença de Parkinson, alguns cuidados com a alimentação podem ajudar no controle dos sintomas da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O médico Diego de Castro, Neurologista e Neurofisiologista (CRM-ES: 11.111), preparou uma sugestão de consumo para pacientes portadores de Parkinson. É importante salientar que, para obter uma dieta mais específica, o paciente deve consultar-se com um nutricionista.
Acompanhe abaixo as sugestões:
• Manhã: Uma xícara de café, uma fatia de bolo com aveia ou pão integral. Um ovo mexido. Uma pequena porção de iogurte natural com mamão e mel ou outra fruta.
• Lanche da Manhã: Uma porção de fruta: Laranja, manga, maçã, banana ou outra fruta de preferência.
• Almoço: Peito de frango acompanhado por brócolis ou salada verde. Uma pequena porção de arroz ou um legume cozido (batata doce, mandioca, abobora). Você pode substituir o peito de frango pelo peixe ou por ovos mexidos (têm digestão mais fácil do que o ovo cozido). Troque os legumes diariamente.
• Lanche da Tarde: Uma outra porção de fruta ou chá com bolo.
• Jantar: Caldo de feijão ou sopa de ervilhas ou lentilhas. Você pode fazer uma sopa com os alimentos que não foram consumidos no almoço. Evite refeições volumosas no jantar pois atrapalham o sono.
Se antes de dormir você ainda estiver com fome você pode consumir uma outra porção de iogurte com frutas.
Lembre-se de se manter bem hidratado e se exercitar. Os horários da dieta podem variar principalmente baseando-se no horário dos remédios.
Note que essa sugestão de cardápio é apenas para uma orientação geral. Você pode conseguir um cardápio mais específico e prático consultando um nutricionista.
Os cuidados com a alimentação não têm resultado imediato, mas são muito benéficos quando se tornam regulares a longo prazo. Tente se disciplinar e seguir essas recomendações a longo prazo!

Busque ajuda
Se você quiser ajuda para encontrar um neurologista especializado na sua região, preencha o nosso formulário para entrarmos em contato com você: http://parkinsoneeu.com/recupere-sua-vida/. E continue aprendendo mais sobre o Parkinson aqui no nosso blog, na nossa página do Facebook e no nosso canal do YouTube.

*As opiniões expressadas pelos médicos, pesquisadores e especialistas não representam, necessariamente, as opiniões do Parkinson e Eu e da Medtronic. Trate com o seu médico a sua informação para diagnóstico e tratamento. Apenas o seu médico pode determinar qual terapia é ideal para você. A Medtronic mantém um cadastro geral de profissionais de diversas especialidades, e o recebimento desses dados não configura indicação, devendo sempre o paciente consultar a rede referenciada do plano de saúde, hospital de preferência ou realizar pesquisa pessoal de qualificação e adequação.
** Dados e Fontes de responsabilidade do profissional de saúde.

Apoio:
Dr. Diego de Castro – Neurologista
CRM-ES: 11.111

Alimentação e Dieta para Auxiliar no Tratamento da Doença de Parkinson

Embora não exista prescrição médica para uma dieta específica na Doença de Parkinson, alguns cuidados com a alimentação podem ajudar no controle dos sintomas da doença. Esta matéria busca conscientizar pacientes e familiares da importância de se comer adequadamente como uma forma de melhorar a qualidade de vida dos portadores de Doença de Parkinson.

Alimentação no Tratamento da Doença de Parkinson
Princípios gerais de uma dieta saudável na Doença de Parkinson:
• Uma dieta com alimentos variados.
• Porções pequenas de alimentos.
• O equilíbrio certo de grupos de alimentos.
• Refeições regulares.
• Ingerir pelo menos 2L de água por dia..
• Pelo menos cinco porções de frutas e vegetais por dia.
Ter uma dieta balanceada irá melhorar sua saúde e pode ajudar a aliviar vários problemas relacionados à doença. Cerca de 8 em cada 10 pacientes com Parkinson apresentam “intestino preso” (constipação). O mau funcionamento do intestino acarreta dificuldade na absorção dos remédios da Doença de Parkinson, piorando a rigidez, o humor, e também o sono. O intestino preso também acarreta perda de apetite, sensação de “estômago cheio” mesmo comendo alimentos e tendência a perda de massa muscular.
Os princípios gerais das dietas para Doença de Parkinson auxiliam muito na melhora do sintoma de constipação e devem ser aderidos por todos os pacientes com a doença.

Recomendações para a Alimentação no Tratamento da Doença de Parkinson
• Evite dietas “da moda”. Coma alimentos de todos os grupos alimentares, seguindo as orientações do seu médico . Comer uma variedade de alimentos irá ajudá-lo a ter energia, proteína, vitaminas, minerais e fibras.
• Escolha os grãos, vegetais e frutas, que fornecem vitaminas, minerais, fibras e carboidratos complexos, além de ajudar a diminuir a ingestão de gordura.
• Limite a ingestão de açúcar! Esse é um alimento que os pacientes gostam de comer pela facilidade de digestão e pelo paladar. No entanto, uma dieta com muito açúcar pode ter muitas calorias e poucos nutrientes. Também contribui para a cárie dentária.
• Reduza a ingestão de sal e sódio para diminuir o risco de pressão alta.
• Incorpore em sua dieta alimentos ricos em antioxidantes, que são importantes para a saúde cerebral. Estes incluem frutas e legumes coloridos e as folhas verdes escuras (couve, espinafre, rúcula). Incorpore as folhas verdes ao cardápio doméstico pelo menos 1 vez ao dia.
• Escolha alimentos com baixo teor de gordura, gordura saturada e colesterol. Os alimentos gordurosos ou fritos têm digestão mais lenta e podem piorar a constipação.
• Evite bebidas alcoólicas, pois elas têm muitas calorias e poucos nutrientes. Beber álcool pode causar muitos problemas de saúde e acidentes, piorar o equilíbrio e ainda interagir com os remédios.

Alimentação no Tratamento da Doença de Parkinson – Alimentos Recomendados
• Água – Certifique-se de ingerir cerca de 2L de água por dia. Os líquidos evitam a desidratação e sintomas como mal estar, cansaço e tontura. Eles também estabilizam a pressão arterial baixa e melhoram a constipação. Se você tem Doença de Parkinson e dificuldade de controle da urina, tome os líquidos ao acordar e até as 17h. Com isso você evita a possibilidade de levantar a noite para ir ao banheiro.
• Ameixas – Rica em antioxidantes, fibra, vitamina A e potássio, além de tratar eficazmente a constipação.
• Salmão, sardinha e atum – Possuem grande quantidade de proteína e ômega-3, saudáveis para o coração e para saúde neurológica. O ômega-3 potencialmente auxilia na preservação da memória e do raciocínio.
• Azeite e abacate – Esses 2 alimentos contém gorduras sabidamente benéficas para a saúde geral. E seu consumo diário deve ser estimulado.
• Brócolis e folhas verdes – Fonte de antioxidantes e uma alta fonte de fibras, vitamina C, cálcio, ferro e magnésio.
• Chá Verde – Grande fonte de fitoquímicos que servem como antioxidante e uma ótima maneira de ingerir líquidos também. Além disso, é uma ótima fonte de antioxidantes para aqueles que querem baixas quantidades de calorias.
• Chocolate – Se você gosta de doce, um pedaço de chocolate 70% está liberado 01 vez ao dia. O cacau, rico em flavonóides e outros antioxidantes, pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares e do AVC. O cacau também pode aumentar a serotonina no cérebro, uma substância química que modula o humor. Cuidado com o chocolate processado, que é rico em gordura e açúcares. Moderação é fundamental!
• Gengibre – O gengibre tem sido usado há séculos para tratar náuseas e a pesquisa científica está provando seu valor para o tratamento de náuseas durante a quimioterapia, por exemplo. O gengibre pode ajudar a aliviar náusea causada por medicamentos para tratar a doença de Parkinson. Usar gengibre na forma cristalizada é uma maneira de garantir que você está ingerindo o produto real, pois a pureza dos suplementos não é regulada.
• Mamão – Fruta não só rica em antioxidantes, mas também contém uma enzima, chamada papaína, que pode diluir a saliva espessa e melhorar o funcionamento do intestino.
• Farinha de aveia – Fácil de engolir, fácil de preparar e rica em fibras. Este alimento é uma opção de baixa proteína no café da manhã e à noite (altos níveis de proteína pode reduzir a absorção de L-dopa) também promove a saúde do coração e pode reduzir o colesterol. Ao invés de massas a base de trigo comum você pode preparar bolos e pães a base de aveia.
• Iogurte natural – O iogurte natural é o “iogurte azedo” não processado. Ele contém bactérias que protegem o organismo humano contra eventos inflamatórios. O iogurte ajuda a normalizar a flora bacteriana do paciente com doença de Parkinson e auxilia na constipação e na melhora do humor. Você pode preparar o iogurte natural em casa fermentando o leite comum.
• Mel – Ao invés de açúcar, prefira adoçar o café, o chá ou iogurte com mel. Isso ajuda o paciente a consumir menos alimentos industrializados.
• Cuidado com as carnes! – A carne vermelha deve ser ingerida pelo paciente com doença de Parkinson no máximo 1-2 vezes por semana. A carne tem digestão muito lenta e pela grande quantidade de proteínas atrapalha a absorção dos medicamentos diminuindo o efeito dos remédios. A carne vermelha por si só também piora a constipação.
• Frango – O peito de frango é uma boa opção de proteína para os pacientes com doença de Parkinson. Ele apresenta digestão e absorção mais rápida e fácil do que as carnes vermelhas.
Lembre-se de se manter bem hidratado e se exercitar. Os horários da dieta podem variar principalmente baseando-se no horário dos remédios.
É importante salientar que, para obter uma dieta mais específica, o paciente deve consultar-se com um nutricionista.
Os cuidados com a alimentação não têm resultado imediato, mas são muito benéficos quando se tornam regulares a longo prazo. Tente se disciplinar e seguir essas recomendações a longo prazo!

Busque ajuda
Se você quiser ajuda para encontrar um neurologista especializado na sua região, preencha o nosso formulário para entrarmos em contato com você: http://parkinsoneeu.com/recupere-sua-vida/. E continue aprendendo mais sobre o Parkinson aqui no nosso blog, na nossa página do Facebook e no nosso canal do YouTube.

*As opiniões expressadas pelos médicos, pesquisadores e especialistas não representam, necessariamente, as opiniões do Parkinson e Eu e da Medtronic. Trate com o seu médico a sua informação para diagnóstico e tratamento. Apenas o seu médico pode determinar qual terapia é ideal para você. A Medtronic mantém um cadastro geral de profissionais de diversas especialidades, e o recebimento desses dados não configura indicação, devendo sempre o paciente consultar a rede referenciada do plano de saúde, hospital de preferência ou realizar pesquisa pessoal de qualificação e adequação.
** Dados e Fontes de responsabilidade do profissional de saúde.

Apoio:
Dr. Diego de Castro – Neurologista
CRM-ES: 11.111

Como o Parkinson está relacionado ao risco de AVC?

Várias doenças podem estar correlacionadas devido à forma como afetam certas regiões do corpo. Entre eles, parece haver uma relação entre os pacientes de Parkinson que sofreram um acidente vascular cerebral antes ou depois do diagnóstico da doença. A questão desses estudos permanece em aberto sobre se é o Parkinson que pode aumentar o risco de sofrer um derrame ou se um derrame é o que pode causar as condições de Parkinson no futuro.

De qualquer forma, é importante analisar esses estudos e entender as recomendações que nos permitem impedir o desenvolvimento de doenças como a de Parkinson. Também é importante aprender a identificar os sintomas do AVC e como podemos ajudar um paciente que parece ter esses sintomas a evitar sequelas.
Entendendo a relação

Em 2017, foram realizados estudos procurando a relação entre o acidente vascular cerebral e a doença de Parkinson. Para o estudo, foi realizada uma investigação de acompanhamento em mais de 1,5 milhão de registros de pacientes entre 2008 e 2014. No entanto, esses estudos não foram capazes de determinar se é o Parkinson que aumenta a tendência a sofrer um derrame ou se é o último é o que desenvolve a possibilidade de desenvolver Parkinson no futuro.

Os estudos apresentaram uma relação bilateral nos resultados, embora com um percentual muito baixo. O estudo mostrou que apenas cerca de 2% dos pacientes que já haviam sido diagnosticados com Parkinson tiveram uma incidência de AVC. Da mesma forma, aqueles pacientes que apresentaram um episódio de AVC antes de desenvolverem os sintomas e serem diagnosticados com Parkinson representam apenas 1%.

Uma das hipóteses existentes sobre a correlação dessas condições é a de que o Parkinson pode desenvolver uma maior propensão a um derrame do tipo isquêmico, aqueles produzidos quando coágulos sanguíneos se formam e bloqueiam o fluxo sanguíneo no cérebro. Isto não só poderia levar ao desenvolvimento de mais doenças, como também poderia aumentar a intensidade dos sintomas da doença de Parkinson.

No entanto, visto da segunda perspectiva, um acidente vascular cerebral pode causar deterioração no cérebro, o que leva à produção de distúrbios neurodegenerativos que causam doenças como Parkinson e Alzheimer. Estudos demonstraram que certas regiões do corpo podem ser afetadas após um derrame não tratado a tempo, produzindo dor crônica ou outros sintomas físicos.

Os estudos mais recentes mostram que essa relação é muito estreita. Pacientes com a doença de Parkinson têm um maior risco de sofrer um derrame e desenvolver sintomas pós-derrame que deterioram o corpo. Por esse motivo, é importante reconhecer os primeiros sinais e sintomas de um derrame e reagir a tempo ante a qualquer indício desta condição.
Prevenindo a doença
O Dr. Ajay Misra, chefe de neurociência do Hospital Universitário Winthrop em Mineola, observou a relação entre as duas doenças e a primeira recomendação que costuma dar aos pacientes é a mudança de certos hábitos para prevenir e reduzir o risco de derrame e doenças neurológicas. Entre as recomendações está parar de fumar, reduzir a quantidade ingerida de álcool, ter uma rotina regular de exercícios, prevenir o diabetes com uma dieta que também ajuda no controle do peso e da hipertensão.

Da mesma forma, o tratamento de um derrame é muito importante e deve ser tratado em não mais de quatro horas para evitar sequelas no corpo. É importante aprender a identificar e reagir rapidamente aos sintomas de um derrame para levar o paciente a um centro especializado onde ele pode ser tratado. Na página do Herói AVC, há um curso gratuito com todas as informações para nos ajudar a identificar os sintomas, entender mais sobre como essa condição ocorre, obter informações dos centros de atendimento entre outros recursos para evitar problemas graves no futuro.

É importante que tenhamos controle sobre as mudanças em nosso corpo e sigamos as instruções de nossos médicos especialistas para prevenir e reduzir os riscos ou a progressão dessas condições. Estar alerta e identificar os sintomas nos ajudará a reagir e iniciar um bom tratamento rapidamente. Tenhamos sempre consciência de que podemos estar atentos aos sinais do nosso corpo para manter uma boa saúde e retomar a nossa qualidade de vida.

Desfrutando de uma dieta variada e equilibrada com Parkinson

A doença de Parkinson tem um processo evolutivo que pode se desenvolver ao longo dos anos. Alguns hábitos que promovem a degradação neuronal estão relacionados à maneira como comemos e, portanto, é importante levar em consideração um estilo de vida com alimentação equilibrada e saudável. Então, aqui trazemos a você algumas dicas que podem ajudá-lo a ter uma dieta que agrada ao paladar e ajuda a nossa condição.
Como cada paciente tem necessidades nutricionais diferentes, essas dicas não substituem as dietas recomendadas por nossos médicos especialistas. Essas são dicas que a Associação Europeia de Doença de Parkinson (EPDA) recomenda levar em consideração, que servem como um complemento às recomendações dos médicos para ajudar a manter o corpo e impedir o desenvolvimento da doença.
Ajudando nosso estômago com o tempo
A condição de Parkinson geralmente traz vários danos colaterais à nossa dieta. Achamos mais difícil comer, achamos mais difícil processar alimentos e, em alguns casos, quando se perde o sabor e o gosto pelos alimentos, o desejo de comer diminui completamente. Por esse motivo, ajustar nossos horários de alimentação é uma boa prática para ajudar todos esses processos e evitar mudanças extremas de peso, problemas de constipação e digestão.
Para isso, é recomendável ter um controle das calorias consumidas e uma distribuição de alimentos ao longo do dia. O café da manhã deve fornecer 20% do total de calorias do dia, o almoço e o jantar devem fornecer 35% cada e dois lanches devem fornecer os 10% restantes. Sob essa distribuição, o ideal é que entre o café da manhã-almoço e entre o almoço-jantar sempre haja um pequeno lanche. Idealmente, não devemos deixar passar mais de duas horas entre as refeições.
Também é recomendável ter um diário alimentar. Isso nos permitirá ter controle sobre as porções, tempos e quantidade de proteínas, fibras, carboidratos e gorduras consumidas. Além de nos ajudar a lembrar de manter uma rotina e uma estrutura nutricional, também pode ser um bom guia para nossos especialistas médicos usarem para fornecer um tratamento melhor.
Evitar alimentos difíceis de mastigar e engolir
A disfagia é um dos sintomas mais comuns em diferentes pacientes com doença de Parkinson. O processo de mastigação e deglutição é muito complexo, principalmente quando a doença progride. Portanto, ajudar o sistema digestivo a consumir alimentos com mais facilidade sempre ajudará a manter nossos hábitos alimentares.
Em geral, recomenda-se não consumir alimentos com consistências diferentes (por exemplo, sopa com macarrão), bem como evitar alimentos sólidos quebrados em pedaços pequenos, como arroz. É melhor consumir alimentos que possam ser compactados e mantenham uma consistência estável, para ajudar na digestão acompanhe-os com molhos.
Com relação aos líquidos, recomenda-se tomar sorvetes, milk-shakes e líquidos com agentes espessantes. Fluidos leves como água, sucos, chá e café podem ser perigosos ao engolir, devido à facilidade de interferência em caso de espasmo involuntário.
Pães e cereais devem ser integrais e com misturas homogêneas, como pão branco ou panquecas. Recomenda-se não comer pequenos cereais, pães com sementes ou alimentos como arroz tufado devido ao mesmo efeito de líquidos em caso de espasmo.
Produtos lácteos densos, como manteiga, iogurtes e sorvetes, podem ser consumidos sem dificuldade. Mas você deve evitar laticínios como queijo derretido ou leite para evitar problemas de engasgo.
Com relação às carnes, recomenda-se que, ao comer, os cortes sejam macios ou moídos. Evite carnes secas, carne com ossos e cortes grossos.
Legumes e frutas devem ser consumidos o mais suavemente possível e a mastigação deve ser evitada, se possível. Para fazer isso, eles podem ser processados na forma de purê, deixar as frutas amadurecerem ou preparar os legumes cozidos no vapor para amolecê-los.
O plano de dieta de 10 dias
Permanecer em uma rotina alimentar pode ser cansativo e desanimador se não houver variedade no tipo de alimento que ingerimos. Para resolver esse problema, a equipe da Zambon, juntamente com o EPDA, criou um plano de refeições de 10 dias que nos permitirá comer de maneira variada e equilibrada e atendendo às nossas necessidades.
Também podemos criar nosso plano de refeições de 10 dias ou pedir ao nosso médico especialista para criar um menu com um nutricionista. De qualquer forma, 10 dias é um bom esquema que nos permitirá desfrutar de comida sem sentir que estamos constantemente comendo o mesmo sempre.
Esperamos que essas dicas sejam úteis. Não se esqueça de consultar seus médicos especialistas sobre como suplementar suas dietas aplicando essas dicas.

Dr. Murilo Marinho

Depoimento: Marcelo Rigotti e Dr. Murilo Marinho

Há 5 anos, Marcelo começou a apresentar os primeiros sintomas do Parkinson e buscou ajuda para começar o tratamento. Há alguns meses, ele ficou sabendo sobre a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) e, com vontade de ter uma melhor qualidade de vida para estar ao lado de sua filha nos momentos importantes, decidiu buscar um especialista para avaliar a possibilidade de complementar seu tratamento. Dr. Murilo Marinho, neurocirurgião, determinou que a cirurgia era uma opção*. No vídeo, ambos explicam como foi esse processo e os resultados da cirurgia.

Leia Mais

tremor essencial

Diferença entre Doença de Parkinson e Tremor Essencial

Muitos pacientes confundem a Doença de Parkinson com Tremor Essencial, e vice-versa. Convidamos o Dr. Guilherme Lepski para esclarecer a o que diferencia cada uma e explicar a causa, os sintomas, os fatores de risco, o diagnóstico e o tratamento para o Tremor Essencial.

Leia Mais

Almoço Italiano na APPP em Curitiba

No dia 09 de dezembro, a APPP – Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo, irá realizar em Curitiba o 1º almoço beneficente, com comidas típicas da Itália.

Leia Mais