Dotores fazendo cirurgía de Parkinson

Doença de Parkinson – Sou candidato para a cirurgia de estimulação cerebral profunda?

A cirurgia de estimulação cerebral profunda envolve a implantação de eletrodos em diferentes estruturas do cérebro. Estes estão conectados a um estimulador que é colocado sob a pele no peito do paciente. O sistema é programado com controle remoto, conseguindo transmitir sinais elétricos de maneira controlada, cujo objetivo é modificar a atividade neuronal em diferentes regiões e circuitos cerebrais, controlando os sinais e sintomas da doença.

Uma de suas principais indicações é a doença de Parkinson. O paciente deve ser cuidadosamente avaliado por uma equipe multidisciplinar para determinar se a cirurgia é a melhor opção e, assim, garantir o melhor resultado.

A cirurgia de estimulação cerebral profunda em pacientes com doença de Parkinson melhora os sintomas motores (movimentos), sua qualidade de vida e reduz os efeitos adversos da medicação.

Como saber se um paciente com doença de Parkinson é candidato à cirurgia?

Durante os primeiros anos da doença, os pacientes geralmente conseguem um bom controle de seus sintomas com medicamentos. Com o tempo, apesar do tratamento ideal, a progressão dos sintomas geralmente afeta o funcionamento normal e a qualidade de vida. Além disso, os efeitos adversos a longo prazo dos medicamentos podem produzir maior incapacidade, sendo as mais frequentes flutuações motoras (quando os sintomas da doença reaparecem antes de receber a próxima dose do medicamento) e discinesias: movimentos anormais rápidos, involuntários e diferentes de tremor.

Nesses pacientes, a cirurgia de estimulação cerebral profunda pode ser uma opção, oferecendo um bom controle dos sintomas da doença, em alguns casos reduzindo a dose da medicação e seus efeitos adversos.

Para determinar se o paciente é candidato à cirurgia, os pontos abaixo devem ser avaliados:

1. Diagnóstico da doença de Parkinson clássica: outras doenças como paralisia supranuclear progressiva, atrofia de múltiplos sistemas e demência do corpo de Lewy devem ser descartadas. Essas doenças podem apresentar sintomas semelhantes à doença de Parkinson, mas nesses casos a cirurgia é contraindicada. A apresentação clínica, sua evolução ao longo do tempo, a resposta à medicação e a ausência de outros sinais e sintomas ajudarão no diagnóstico.

2. Resposta à medicação: a Levodopa é um dos pilares no tratamento da doença de Parkinson. Para considerar um paciente candidato à cirurgia, os sinais e sintomas da doença devem melhorar com a Levodopa. Essa resposta geralmente prediz o benefício que poderia ser obtido com a cirurgia, mas de maneira estável e sem os efeitos adversos da medicação.

3. Avaliação neuropsicológica: deve-se descartar a presença de déficit cognitivo, uma vez que a demência é a principal contraindicação cirúrgica. Qualquer alteração no humor deve ser tratada e controlada previamente.

4. Espectro clínico da doença de Parkinson: nem todos os sinais e sintomas da doença respondem igualmente à estimulação. O tremor, a rigidez e a lentidão do movimento é onde a melhor resposta é obtida. Por outro lado, marcha congelada, dificuldade em falar, problemas de equilíbrio e múltiplas quedas que não respondem ao tratamento medicamentoso, geralmente não melhoram com a cirurgia.

5. Ressonância magnética nuclear: visa identificar alterações estruturais do cérebro, a existência de atrofia e a anatomia dos núcleos onde os eletrodos serão implantados.

6. Idade: a idade avançada não é uma contraindicação absoluta, mas problemas cognitivos, atrofia cerebral e doenças concomitantes são mais frequentes nesses pacientes, o que pode contraindicar a cirurgia.

A decisão de proceder à cirurgia deve ser tomada por uma equipe multidisciplinar composta por neurologista, neuropsicólogo, psiquiatra e neurocirurgião com experiência nesta terapia.

Referências bibliográficas:

1. Deuschl G., Schade-Brittinger C., Krack P. et ai. Um estudo randomizado de estimulação cerebral profunda para a doença de Parkinson. New Engl J Med 2006; 355 (9): 896-908.

2. Weaver F., Follett K, Stern M, et al. Estimulação cerebral profunda bilateral vs. melhor terapia médica para pacientes com doença de Parkinson avançada: um estudo controlado randomizado. JAMA 2009; 301 (1): 63-73.

3. Williams A, Gill S, Varma T, et al. Estimulação cerebral profunda, além da melhor terapia médica versus a melhor terapia médica sozinha para a doença de Parkinson avançada (estudo PDSURG): um estudo randomizado e aberto. Lancet 2010; 9 (6): 581-591.

4. Israel Z, Hassin-Baer S. Estimulação subtalâmica para a doença de Parkinson. Isr Med Assoc J 2005; 7 (7): 458-463.

APOIO:
Fernando Ramirez de Noriega
Neurocirurgião Funcional, na Clínica Delgado, Lima – Peru

Parkinson – Quando a medicação não faz mais o mesmo efeito

A levodopa é a principal medicação usada para substituir a dopamina no cérebro em pacientes com Parkinson. Hoje sabemos que cerca de metade dos pacientes, após quatro a cinco anos de tratamento com a medicação, vai apresentar flutuações de sintomas, pois a medicação deixa de funcionar com tanta eficácia. O paciente se sente melhor ao tomar a medicação, porém antes do horário determinado para a próxima dose os sintomas voltam (rigidez muscular, lentidão de movimentos e tremores). Com o passar do tempo, o efeito da levodopa fica cada vez menor.

Várias medidas podem ser tomadas para resolver o problema das flutuações, alguns médicos realizam ajustes nas doses da levodopa e em alguns casos uma segunda medicação pode ser adicionada ao tratamento. O paciente também deve ingerir a levodopa fora das refeições, uma vez que as proteínas podem interferir na absorção da medicação. Por fim, a cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS) tem se mostrado útil para muitos pacientes.

É importante lembrar que o tratamento da doença de Parkinson é feito sob medida para cada paciente e se baseia em uma combinação de medicamentos, reabilitação e cirurgia que depende inteiramente de como os sintomas se desenvolvem.

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Apoio:
DR. MURILO MARINHO
NEUROCIRURGIÃO | CRM 120746
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Corrida Run for Parkinson 2020

Run For Parkinson Brasil 2020

A Comunidade Parkinson e Eu apoia mais uma vez a ação Run for Parkinson, que ocorrerá em Belo Horizonte.

A 9ª edição Da Corrida Run For Parkinsons, realizada pela ASPARMIG (Associação dos Parkinsonianos de Minas Gerais) e apoiada pela Prefeitura Municipal Belo Horizonte, está agendada para acontecer no dia 05 de abril de 2019, domingo, às 08 horas, com largada prevista na Praça da Savassi (Av. Getúlio Vargas, em frente ao número 1.492, na Savassi na cidade de Belo Horizonte – MG.

Para mais informações e inscrições, acesse: https://asparmig.com.br/run-for-parkinson-brasil-2020/

Todo Tremor indica Parkinson?

Nem todo tremor indica Parkinson. O Dr. Eduardo esclarece uma dúvida frequente entre portadores da condição e reforça a necessidade do diagnóstico correto, levando em consideração o tipo do tremor, quando os sintomas começaram e a idade do paciente. Assista as orientações do neurocirurgião e não deixe de buscar ajuda médica.

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Terapias Complementares para o Parkinson – Fonoaudiologia

A doença de Parkinson (DP) é uma condição neurológica, crônica e progressiva que afeta os circuitos cerebrais responsáveis pelo controle motor do movimento humano. Comumente os pacientes com DP, após alguns anos do início da doença, podem apresentar dificuldade na comunicação oral que depende do funcionamento dos aspectos de:

Voz, Articulação e Deglutição

• Respiração
• Fonação (voz)
• Articulação (fala)
• Salivação
• Disfagia (dificuldades ao engolir)
• Linguagem
• Cognição.

As características VOCAIS mais frequentes em pacientes com DP descritas na literatura são: tremor vocal, monotonia de frequência, volume reduzido e qualidade de voz rouca e soprosa.
As alterações vocais apresentadas pelos pacientes com DP, quando associadas a alterações na respiração, articulação, ressonância, prosódia e / ou fluência, são características de DISARTRIA.
A disartria é um distúrbio neurológico que afeta a comunicação oral devido a déficits no controle dos músculos da fala. A disartria presente na DP é classificada como hipocinética, pois apresenta imprecisão na articulação de consoantes, ressonância hipernasal, alterações na fluência e velocidade variável da fala. Existem avaliações precoces e tratamentos na fonoaudiologia disponíveis para minimizar seus sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Na DEGLUTIÇÃO pode haver dificuldade na mastigação dos alimentos, engasgos, tosses ou pigarros, perda de saliva, seu acúmulo ou espessamento Então através de orientações e exercícios os pacientes aumentam o volume da voz, articulando melhor e consequentemente melhorara sua comunicação.
Com a adequada deglutição, além de melhorar seu estado nutricional evitará problemas de broncoaspiração e pneumonias.

As orientações sobre como lidar com os pacientes no dia a dia são super importantes pois o convívio maior é com cuidadores e familiares.

Devido à rigidez dos músculos da face e laringe, intensidade da voz reduzida, voz monótona, alterações na velocidade de fala, dificuldade de articular e pronunciar palavras, a comunicação pode ficar prejudicada e incompreensível, tento de ser repetida ou a voz fica muito baixa … Então:

• Procure falar alto: Aumente seu volume de voz.
• Articule melhor as palavras: Exagere na fala mais clara, aberta e audível.
• Velocidade de fala: A fala rápida ou lenta pode deixar a fala incompreensível ou monótona.
• Postura adequada: Fale de frente. Respire. Pense em expressar se facialmente. Postura ereta.
• Beba muita água para a voz e para aliviar o pigarro: Evite pigarrear

Efeitos colaterais da Cirurgia. Podem acontecer?

A Estimulação Cerebral Profunda (DBS) mostra resultados satisfatórios para sintomas cardinais motores; no entanto, as descobertas sobre seu impacto na comunicação oral de indivíduos implantados são limitadas, demonstrando que a DBS pode afetar positiva ou negativamente a comunicação, principalmente em pacientes que tem os aspectos de fala, articulação, voz, disfagia, salivação e cognição alterados antes da cirurgia. Por isso a avaliação fonoaudiológica linguística cognitiva e de aspectos motores pré e pós cirúrgica é importante para que os pacientes ingressem em terapia para obter efeitos rápidos.
Por Dra. Carla Giacominelli, fonoaudióloga (carlareab.com.br).

Três atividades para equilibrar e manter uma vida ativa quando se tem a doença de Parkinson

Um dos principais desafios que um paciente experimenta ao apresentar sintomas e a condição de Parkinson são as mudanças nas rotinas e atividades diárias. Isso leva a uma deterioração da qualidade de vida e uma queda no estado emocional da pessoa. Para combater e reduzir essa deterioração física e mental, é importante orientar nossos hobbies e permanecer ativo.
Conforme recomendado pela Parkinson’s Foundation, é importante que os pacientes comecem a separar tempo para suas atividades e organizá-las em horários que não interfiram em seu tratamento. Também é aconselhável aprender a realizar exercícios de alongamento que nos ajudam a ter menos fadiga muscular; e, conjuntamente, equilibre o tempo de descanso e a atividade realizada para não forçar o corpo.

Outras recomendações também incluem atividades em grupo para nos manter motivados e acompanhados. Também variar as atividades realizadas de acordo com a sua preferência, tanto as atividades físicas quanto as mentais. Dessa maneira, manteremos o equilíbrio em torno do que fazemos, mantendo uma vida plena.
Por esse motivo, apresentamos algumas das atividades que podem nos ajudar nesse objetivo de manter nossa qualidade de vida.

Noites de jantares especiais

Ao iniciar um tratamento de controle de Parkinson, um dos aspectos que mudam consideravelmente é a nossa dieta. No passado, comentamos algumas das práticas que podem nos ajudar a viver uma dieta mais variada e gentil com o nosso corpo. No entanto, isso não significa que temos que ficar em casa e não podemos desfrutar de um bom restaurante ou refeição especial de tempos em tempos.
Por esse motivo, uma das atividades que podemos realizar por semana é ir com o nosso parceiro, com a família ou com os amigos para um jantar especial. Desta forma, podemos ter bons momentos e quebrar a rotina de vez em quando.
Durante esses jantares, podemos solicitar ajuda ao atendente para que o cozinheiro adapte a comida às nossas necessidades. Se a condição for um pouco mais avançada, é importante lembrar algumas recomendações anteriores, como ingerir alimentos de consistência semelhante, comer carnes macias ou moídas, beber líquidos um pouco mais espessos (como sorvetes e batidos), comer alimentos integrais e misturas homogêneas para evitar a possibilidade de se engasgar com alguns alimentos.

Caminhadas pela natureza

Os exercícios físicos sempre serão bons para o controle de doenças, fortalecimento corporal e prevenção e redução de sintomas. No entanto, nem todos os exercícios precisam ser muito exigentes para o corpo. Um dos melhores exercícios para quebrar a rotina, exercitar-se e desfrutar da companhia podem ser as caminhadas.
Com muitas opções de trajetos em todo o país, caminhar é uma atividade destinada a diferentes grupos de pessoas; será mais fácil encontrar um grupo em cujo ritmo você possa se adaptar e se divertir. Muitos desses grupos já possuem especialistas que serão responsáveis por regular a dieta do grupo e ter controle sobre as situações. No entanto, lembre-se de trazer opções de comida que atendam às suas necessidades e às recomendações acima.
A coisa mais marcante sobre esses passeios é que você se permite conhecer mais os arredores da cidade, viajar, conhecer novas pessoas e aproveitar o tempo longe do estresse da cidade. Se você também pode harmonizar com viagens fora da cidade ou do país, melhor ainda.

Uma atividade criativa

A arte é um meio pelo qual podemos transmitir nossas emoções, pensamentos e energias. Através da arte, podemos nos comunicar e conhecer novos elementos sobre o mundo. É uma das ferramentas que podem guiar nossos sentimentos e nos dar motivação e positividade.
Artes como pintura, escrita e fotografia são excelentes opções para manter ativo esse lado criativo e sentimental do corpo. É uma fuga mental que nos ajuda a meditar, relaxar e dar diversidade às nossas vidas. Além disso, são meios que se adaptam constantemente às nossas condições e limitações, ajudando-nos a estar mais conscientes do nosso corpo e a tirar o máximo proveito dele.
As atividades artísticas também permitem a criação de grupos onde a discussão e a análise promovem o desenvolvimento, a observação e a expansão de visões sobre o mundo. Lugares onde podemos compartilhar e conscientizar sobre o que sentimos e o que acontece em nossas vidas.
Esperamos que essas dicas sejam muito úteis para todos. É importante sempre consultar com os médicos que nos acompanham para orientar essas atividades de forma que elas não afetem nossa qualidade de vida ou regime de tratamento.