O que acontece quando faço o tratamento com DBS?

A duração e os processos cirúrgicos podem variar dependendo do tipo de sistema usado, mas, em geral, a cirurgia para implantar o sistema DBS dura várias horas. A internação é de, geralmente, alguns dias, e inclui uma avaliação pré-cirúrgica, a cirurgia e a cicatrização antes do paciente ter alta para ir para casa.

A equipe cirúrgica inclui um neurologista, um neurocirurgião especializado em DBS, um anestesista, um radiologista e outros profissionais da saúde.

Os componentes de um sistema DBS são:

Neuroestimulador: este dispositivo, semelhante a um marca-passo, é o sistema de fornecimento de energia. Existem diferentes tipos de estimuladores recarregáveis e não recarregáveis, e cada um contém uma pequena bateria e chip de computador programado, com o propósito de enviar impulsos elétricos para controlar os sintomas do Parkinson.

Eletrodo: é um cabo isolado, com quatro pólos que transmitem corrente elétrica para o cérebro.

Extensão: trata-se de um fio isolado que é colocado sob o couro cabeludo e acima do crânio para ligar o eletrodo, que se estende por trás da orelha, corre ao longo do pescoço para o peito, abaixo da clavícula, onde se liga ao neuroestimulador.

Programador: o médico usa este programador externo para configurar os parâmetros de estimulação. Cada paciente responde ao tratamento DBS de forma diferente, assim, o programador vai ser usado para personalizar os sinais enviados para o cérebro.

Avaliação Pré-cirúrgica

A avaliação pré-cirúrgica é projetada para preparar o paciente e a equipe cirúrgica para a cirurgia. Isso pode incluir uma ressonância magnética e a consulta com um especialista em DBS.

A cabeça do paciente é imobilizada com uma estrutura muito fina, enquanto os eletrodos são colocados na área precisa do cérebro sob Ressonância Magnética ou Tomografia Computadorizada. Os eletrodos transmitem a estimulação do neuroestimulador para o cérebro.

Em alguns casos o paciente está consciente, com uma leve sedação para não sentir dor - o cérebro não tem receptores de dor e não percebe a dor. O cirurgião provavelmente irá estimular áreas do cérebro, enquanto o paciente move os braços ou pernas, toca com os dedos, move as mãos ou simula o movimento de beber algo de um copo. Isso permite que o cirurgião possa determinar a melhor forma de posicionar os eletrodos, a fim de controlar os sintomas como tremores, rigidez e movimentos lentos.

Em alguns sistemas esta cirurgia é feita enquanto o paciente está inconsciente e anestesiado e o neurocirurgião irá decidir o tipo de cirurgia que será melhor para o paciente.

Implante do neuroestimulador

No mesmo dia, ou logo após, o neuroestimulador é implantado debaixo da pele do peito. O paciente estará inconsciente durante esta parte do processo. Em seguida, o cirurgião liga os eletrodos do cérebro ao neuroestimulador usando extensões colocadas debaixo da pele do peito, cruzando o pescoço até a cabeça.