Como a doença de Parkinson é diagnosticada?

A doença de Parkinson é difícil de diagnosticar porque não há um teste específico para essa condição. Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa e uma série de outras doenças têm sintomas semelhantes. Por estas razões, às vezes, são feitos diagnósticos incorretos.

Se suspeitar que você ou alguém que você conhece tem a condição, é importante consultar um médico ou neurologista (médico especializado em doenças do sistema nervoso) o quanto antes. Às vezes o diagnóstico pode ser confirmado rapidamente, mas isso pode levar meses ou mesmo anos. E às vezes vários testes serão necessários para confirmar o diagnóstico.

Um possível diagnóstico pode ser confirmado quando forem excluídas outras condições com sintomas semelhantes, ou se a pessoa responde positivamente à medicação para a doença de Parkinson.

O tratamento precoce depende do diagnóstico precoce, por isso, é importante observar os primeiros sintomas da doença e procurar ajuda médica o mais rápido possível.

Primeiros sinais da doença de Parkinson

Primeiros sinais da doença de Parkinson

Os primeiros sinais incluem os sintomas clássicos que afetam o movimento: tremor, rigidez muscular e lentidão. Estes também podem incluir os seguintes:

  • Sintomas que começam em um lado do corpo;
  • Mudança na expressão facial (olhada fixa, falta de piscar);
  • Falha no balanço do braço ao caminhar;
  • Posição encurvada (flexão);
  • Ombro congelado, com dor;
  • Claudicação ou arrastar a perna;
  • Dormência, formigamento, dor ou desconforto no pescoço ou membros;
  • Voz suave;
  • Sensação de tremor interno;
  • Perda do sentido do olfato;
  • Depressão ou ansiedade.

Alguns desses sintomas são bastante comuns e de forma alguma são exclusivos do Parkinson. Por isso, se você tiver qualquer um desses, não significa que você tem a doença.

Consulta a um especialista: eu tenho a doença de Parkinson?

Descobrir se você tem a doença de Parkinson pode ser muito difícil e muitas pessoas demoram a consultar um médico por medo. No entanto, tomar medidas em uma fase precoce oferece uma maior chance de controlar os sintomas e retardar a progressão da doença.

Se você decidir consultar um especialista, pode ser uma boa idéia ter alguém acompanhando você. Você também pode tomar notas e escrever algumas perguntas que você tem antes de ir.

O especialista vai discutir seu histórico médico e examinar rigorosamente em busca dos principais sintomas da doença: lentidão de movimentos (bradicinesia), tremor e rigidez e/ou dificuldade de equilíbrio, juntamente com outros sintomas. Ele pode pedir que você escreva ou desenhe, ande e fale. Além disso, ele pode solicitar exames de sangue para descartar outras condições.

Depois de examinar rigorosamente, o médico pode prescrever medicamentos para a doença de Parkinson. Se você responder bem a este tratamento, a tendência é confirmar o diagnóstico, uma vez que as condições com sintomas semelhantes podem não responder bem ao teste.

Técnicas de Diagnóstico por Imagem

Exames de diagnóstico por imagem de vários tipos podem ser realizados para examinar a anatomia e a função do cérebro e de outras partes do sistema nervoso. Eles podem ajudar a distinguir a doença de Parkinson de outras condições com sintomas semelhantes. Seu especialista pode recomendar um ou mais dos seguintes exames:

Tomografia Computadorizada
Esta técnica envolve raios-X, que passam através do corpo em diferentes ângulos para construir imagens de seções transversais do cérebro. Isso pode ajudar a excluir tumores e doenças vasculares como a causa dos sintomas semelhantes.
Ressonância Magnética
Esta técnica utiliza cargas margnéticas no lugar do raixo-X para formar imagens do cérebro e outras partes do corpo. Ela pode ajudar a distinguir condições semelhantes do Parkinson, tais como Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP) e Atrofia de Múltiplos Sistemas (MSA).
Scan
Esta técnica é usada para identificar a perda de células produtoras de dopamina no cérebro, que levam a doença. Pode ser usada para distinguir as condições do Parkinson com sintomas semelhantes, como Tremor Essencial.
PET Scan (tomografia por emissão de pósitrons)

Esta técnica de imagem pode ser usada para ajudar a diagnosticar a doença, mas como é mais cara e não tão facilmente disponível como o SPECT (tomografia computadorizada por emissão de fóton único), é usado principalmente em pesquisas.

Novas técnicas de imagem estão sendo desenvolvidas e o diagnóstico está em andamento para ter novos exames de sangue e pele que podem detectar a doença de Parkinson, mas pode demorar alguns anos antes de se tornarem disponíveis. Espera-se também que possa-se desenvolver um teste confiável de ofalto, uma vez que a perda de olfato é um dos primeiros sinais da doença.

Fonte: EPDA

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